Dia 6 - Ouro Preto - Congonhas

By moises - 21:27

Tomamos café com nossos queridos amigos e nos despedimos.

A viagem agora entra numa nova fase.
De Diamantina a Ouro Preto estávamos percorrendo a Estrada Real, porém no Caminho dos Diamantes.
Agora nosso destino é Paraty, percorrendo a Estrada Real em seu Caminho Velho.
Deixamos o hotel e pouco depois estávamos meio perdidos em relação ao mapa e GPS.
O GPS indicava um caminho para pedestre impossível de percorrer de carro por se tratar de uma “picada”. Além disso não mostrava qualquer rota alternativa. 
Embora o nosso destino naquele momento fosse Glaura, um bairro de Ouro Preto, tendo um acesso por uma estrada bem demarcada de terra, queríamos seguir exatamente o mapa da Estrada Real.
Sendo assim, e com a confusão do mapa, optamos por uma rota alternativa, de mata fechada, onde nos deparamos com uma porteira.
Sem saber se podíamos abrir a porteira ou não, decidimos seguir por esse caminho.
Um rio nos acompanhou por boa parte do percurso. Estávamos bem inseguros pois o GPS não nos localizava mais. Estávamos num ponto cego quando avistamos alguns carros.
E que alegria! Tinha gente por ali! Eram famílias que estavam aproveitando as pequenas cachoeiras formadas pelo rio. 
Fizemos uma parada e fomos observar de perto. O churrasquinho rolava solto, já passava da uma da tarde.
Perguntamos se estávamos no caminho certo para Glaura e com a resposta afirmativa seguimos confiantes a nossa viagem.
Chegamos a Glaura e não encontramos restaurantes, bares ou supermercado aberto para o almoço. 
De lá seguimos para Cachoeira do Campo e Santo Antônio do Leite.
Novamente não encontramos restaurantes. Desistimos e seguimos comendo o biscoito e a pera que trazíamos conosco.
Chegando a Miguel Burnier encontramos um casal de andarilhos (ou peregrinos). A estrada estava um caos, empoeirada e lotada de caminhões que entravam e saíam de uma espécie de depósito de minerais da Vale. Neste local está a estrada de ferro.
Passamos pelos andarilhos e seguimos viagem. Em determinado momento o Mo falou: Caracas... e esses andarilhos nesse caos! Resolvemos voltar e perguntar se não queriam carona, mesmo sabendo da possibilidade de recusa.
Voltamos... indagamos... e claro... recusaram!
Retomamos nosso percurso, pelo menos com a consciência tranquila. Desta estrada avistamos um grande arco que é a estrada de ferro. Embora empoeirada, impressiona. 
Seguimos nosso até Congonhas.
A cidade é grande para os padrões de cidades mineiras e tem como atrativo a igreja colonial São Jesus de Matosinhos com os 12 apóstolos esculpidos por Aleijadinho além de seis capelas que representam as passagens de Jesus até a sua crucificação, Paixão de Cristo. O Santuário também recebe milhares de peregrinos todos os anos. 
Depois de uma volta pela área histórica, onde tem uma hospedaria para romeiros,  um museu, e outras construções históricas, seguimos para uma pousada ao lado da igreja. 
A janta foi por delivery! 

  • Share:

Você também poderá gostar de:

0 comentários