Dia 2 - Diamantina - Conceição do Mato Dentro

By moises - 21:18

Acordamos tarde e depois de um café saboroso deixamos a pousada 11:30 da manhã. 

Trouxemos conosco os mapas do Caminho dos Diamantes e do Caminho Velho disponibilizados no site institutoestradareal.com.br que nos servirão de guia por todo o caminho.

Além disso, todo o percurso é sinalizado com um marco, um pequeno "obelisco" com o símbolo do Caminho Real que indica o caminho correto a seguir. 

O Caminho dos Diamantes tem a extensão de 395 km, e vai de Diamantina a Ouro Preto por estradas vicinais, repletas de belezas naturais, cruzando pequenas cidades e vilas históricas, com o charme de suas construções coloniais.

Depois de dar uma volta de carro em Diamantina, cidade de ruas inclinadas, repleta de igrejas centenárias e casas com estilo colonial, iniciamos nosso caminho no marco zero, que fica em frente a Pousada do Garimpo.

Diamantina

Pousada do Garimpo (marco zero da Estrada Real)
  

Marco Zero da Estrada Real

Marco zero da Estrada Real

Início do trajeto

De Diamantina seguimos para São Gonçalo do Rio das Pedras, percorremos por boas estradas de terra, o alto da Serra do Espinhaço, com paisagens estonteantes, acompanhadas da imponente visão do Pico do Itambé.


Passamos pelo povoado Vau, pitoresco e acolhedor e pela pequena ponte que corta o Rio Jequitinhonha, do XVIII. É um local muito interessante, embora a ponte esteja muito mal conservada.

Vau

Vau

Rio Jequtinhonha

Ponte
Ponte sobre o Rio Jequitinhonha

Chegando em São Gonçalo encontramos uma barreira sanitária. Nela aferiram nossa temperatura e informaram que não era possível pousar na cidade ou visitar as suas cachoeiras.

São Gonçalo

Na impossibilidade de conhecer as cachoeiras, seguimos nosso caminho passando pelo povoado de Milho Verde, Três Barras e chegamos a Serro onde fizemos uma parada para o almoço.

Nosso caminho
Três Barras
Três Barras
Todo esse percurso foi realmente incrível.

Em Serro uma agradável surpresa, uma bela cidade histórica, que surgiu com a vinda dos bandeirantes em busca de ouro.

Tem uma estrutura turística bastante tímida. Tivemos dificuldade em achar um bom restaurante, ou melhor, um restaurante turístico. Acabamos por almoçar em um quilo bastante honesto: restaurante Zé de Lindolfo.

Depois do almoço caminhamos um pouquinho no centro histórico e, já perto das 3 da tarde, seguimos a viagem preocupados com o horário e o local de nosso próximo pouso.
Serro
Serro

Serro

Serro

Serro

Serro

Serro

Serro

Serro
Seguimos viagem em estradas de terra, com lindas paisagens, passando por Alvorada de Minas, Itaponhoacanga e  Santo Antônio do Norte, até chegarmos em Conceição do Mato Dentro.


Igreja em Alvorada de Minas


Igreja em Alvorada de Minas

O percurso entre Itaponhoacanga e Santo Antônio do Norte foi o mais complexo por conta do estado da estrada de terra, esburacada, com pedras e precipícios, mas também foi um dos mais bonitos. No marco 324 temos uma visão incrível da Serra do Intendente e a de São José. 





Marco 324 


Já caía a noite e a condição da estrada nos colocava numa sinuca, continuar ou dormir em Santo Antonio. A cidade não oferecia nenhuma estrutura, sendo assim, resolvemos seguir a viagem.

Para a nossa sorte o caminho melhorou muito e mesmo de noite chegamos com tranquilidade em Conceição do Mato Dentro.

A cidade também possui barreira sanitária, mas dado o adiantado da hora, não havia agentes no local.
Escolhemos a Pousada Serra Velha para passar a noite. Completamente reformulada, foi uma benção para o descanso do dia.

O jantar foi no quarto. Os restaurantes ainda não estão funcionando, e o delivery foi que nos salvou.

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