Dia 15 - Resistência - Francisco Beltrão

By moises - 20:52

Mô escrevendo: 
Acordei as 6 da manhã e já fui na janela ver o tempo. Bingo!!!!! Chovendo....
Fomos tomar café e conhecemos 2 motociclistas que havíamos ultrapassado na ida, logo na saída de Foz. Reconhecemos pelo tanque reserva que levavam na moto e na forma como estava fixado.
César (Ribeirão Preto) e Eduardo (Sampa) são irmãos e viajam sempre juntos mediante árdua negociação de alvará com suas respectivas (hahaha).
Tivemos um papo muito agradável enquanto o tempo não melhorava...Na verdade piorava. Muita  chuva e vento. Fomos papeando até que decidimos sair juntos as 9.30h.
Seriam 738 km e se fosse tudo sob chuva...Afffff...
Despedimos dos nossos amigos e pegamos a estrada.
Logo que chegamos em Corrientes encontramos a avenida principal alagada. Um caos.
Fomos driblando o trânsito parado como podíamos. O pior era ter que por o pé no "rio" que corria sob as motos. As travessas também alagadas não nos davam muita opção até que surgiu uma brecha e resolvemos sair daquela confusão (andando 2 quadras na contramão da avenida). O GPS se virou recalculando o caminho. A Re se estivesse na garupa ia querer me matar! (rsrsrs).
Depois desse sofrimento as coisas foram melhorando, mesmo assim seguimos viagem debaixo de forte chuva durante 4 horas seguidas.
A primeira tentativa de abastecimento foi frustrada e o posto sem combustível nos obrigou a seguir até Ituzaingó. Trazíamos um tanquinho  reserva, emprestado pelo Fábio,  que nos deu alguma tranquilidade.
No posto aproveitamos para comer e nos recompor. Luvas, botas e camiseta estavam encharcados. A capa não  deu conta, e eu estava sem o forro da jaqueta.
Depois do descanso, refeitos, seguimos viagem debaixo de chuva leve, que logo foi parando.
Andamos o dia todo com pista molhada como se estivéssemos perseguindo o temporal, mas não alcançando... Ainda bem! 
Saímos da ruta 12, em Eldorado, rumo ao Brasil. Desta vez entraríamos por Dionisio Cerqueira-Santa Catarina.
A estrada até a fronteira era ótima com muita curva e mata. Gostamos. O que não estava bom é que já ia escurecer e ainda tínhamos 85 km até Francisco Beltrão, no Paraná, onde passaríamos a noite.
A aduana foi bem rápida no lado Argentino e nada a fazer no lado Brasileiro. Só acelerar!!!
Mais um lindo percurso nessas estradas até o hotel. Recomendo a saída por esse caminho. A motocada é uma delícia.
Chegamos quase as 8 da noite e já estava escuro. Obviamente estávamos bem cansados pois foram 10:30 horas de viagem. Não rendeu.
Depois do check in no hotel, fomos numa cervejaria jantar.

Pé de chuva!
Merecido! 

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