- Cananéia

2013-Viagem São Paulo - Cananéia

23:24renata novaes

Dia 1 - São Paulo - Cananéia
Já faz um tempo que estudamos a possibilidade de conhecer as praias do extremo sul de São Paulo.
Parece até absurdo: Visitamos tantos lugares pelo mundo e não conhecemos o nosso estado!
Pois chegou o dia. Coincidiu com o aniversário do Mô e o meu, 22 e 23 de fevereiro.
Não podíamos ter feito uma escolha mais acertada!
Eu reservei uma pousada pelo Booking em Cananéia: Lagamar Eco Hotel dos proprietários Roberto e Katia, um casal muito simpático, que nos atendeu como se fôssemos da família!
O Mô se informou sobre o caminho e ponto. Pouco conversamos sobre o assunto.
Saímos de casa às 9 hs do sábado.
Com o GPS indicando o caminho da pousada fizemos uma parada para abastecer no Graal de Registro.
Foi aí que eu descobri que o Mô havia traçado dois pontos e uma reta: de São Paulo direto para a pousada.
Como assim!!?? (Neste momento foi necessário discutir a relação!)
Eu não havia dito claramente que a intenção era passar por todas as praias do sul...
(E sendo do sexo masculino o Mô não capta entrelinhas)
Bom... Esse assunto já rendeu muitos  livros, mas a minha teoria foi aprendida no colégio. Um homem precisa de 3 etapas para entender o contexto: Introdução, desenvolvimento e conclusão (regra da dissertação). 
Faltando um destes elementos o receptor não entenderá a mensagem!
Bom... 
Como manda quem pode e obedece quem tem juízo, o Mô reprogramou o GPS, almoçamos e do posto Graal seguimos para Iguape.
O dia estava quente. 
Passamos por Pariquera-açu, numa estrada que era um tapete.
Depois seguimos por uma estradinha secundária, com vários remendos, mas em boas condições de tráfego passando por pequenas propriedades rurais.
Chegamos a Iguape, uma pequena  cidade beira-rio que tem um centro histórico rústico e colorido.
Paramos para tomar uma água, comprar repelente e fugir do sol.

Iguape

Seguimos para Ilha Comprida por uma ponte pedagiada que une o continente àquela "linguiça beira mar".
Quando chegamos ficamos surpresos. Nos deparamos com uma  pequena cidade situada entre o rio e o mar, com casas simples e uma praia extensa e muito bonita.
Percorremos a estrada asfaltada junto da orla, até que ela se transformou em uma estrada de areia e pedra.
O Mô havia dito que voltaríamos pelo mesmo caminho. 
Mas não me conformei. Tinha que ter outro caminho.
Perguntando aqui e ali descobrimos no bar do Adauto que poderíamos ir pela praia até alcançar a  balsa que nos deixaria no centro de Cananéia.
Em frente ao bar havia um caminho a pé para a praia. Fui dar uma olhadinha na "estrada" para conferir o "asfalto".
 Parecia bom. O Adauto garantiu que a maré estava baixa e que não teríamos problema algum.

Caminho para a praia
Achamos um caminho para entrar na praia e seguimos por 30 km até alcançar a balsa.
Foi incrível. Nunca haviamos feito coisa parecida. Nem de carro.
Quando cruzamos o primeiro rio, descemos da moto, ficamos uns 10 minutos avaliando o terreno,  enfiamos um pedaço de madeira para saber a profundidade... E foi ridículo... Era só um riozinho de 20 cm de profundidade!
Nos próximos nem paramos.

Ilha Comprida

Cruzamos também com uma galera fazendo motocross no morro e na água.



Quando chegávamos ao "porto" o Mô "comprou um terreno".
Inevitável! Uma montainha de areia fofa nos levou para o chão. Ou melhor... Levou o Mo para o chão, pois eu sai em pé da moto. Não me pergunte como.
Devia ter tirado foto. Até podia... Mas fiquei com dó!
Ohh tombinho ridículo!
Levantamos a moto e seguimos para a balsa.
A travessia dura uns 10 minutos.




Chegamos em Cananéia e encontramos um centro histórico muito ajeitado e colorido como em Iguape.
A cidade pleiteia ser a primeira do Brasil.

Igreja em Cananéia



Tomamos um açaí com vista para o rio e seguimos para a nossa pousada que fica uns 12 km do centro, com 6 km de estrada de terra.


Na pousada fomos recepcionados pelo Roberto e sua esposa que nos prepararam um delicioso jantar e nos proporcionaram uma longa prosa sobre suas vidas até a compra da pousada que foi inaugurada há 2 meses.
Com a barriga cheia, fomos dormir.
Amanhã tem mais.

Nossa Janta

Dia 2 - Cananéia - São Paulo
Hoje acordamos com o Roberto batendo a nossa porta.
Era 8 da manhã!
Ele nos avisava que haveria um passeio para a Ilha do Cardoso e que se quiséssemos ir deveríamos nos apressar. O barqueiro partiria as 9.
Corremos.
Vista da janela do quarto

Área social da pousada
Vista do café
Mais preguiçoso que eu!
Piscina

Quartos
Tomamos rapidamente o café e juntamente com outro casal  seguimos de caminhonete por uns 4 km até a entrada do rio, onde a lancha nos aguardava.
O lugar era tão escondido que só com uma indicação chegaríamos lá. Estávamos na reserva Lagamar.
O barqueiro, descendente dos escravos que viveram na região, mora num quilombo a poucos quilômetros da pousada. 
Ele nos conduziu pelo "mar de dentro" por mais de uma hora  contornando Cananéia e nos deixou numa pequena vila na Ilha do Cardoso .
No caminho vimos mangue, caranguejos, pássaros, cobras e uma incrível vegetação ainda preservada.
Na ilha, algumas pousadas e restaurantes muito simples.
O porto


Mar de dentro

Pousada Ilha do Cardoso
Caminhamos alguns minutos e nos deparamos com uma praia deserta, limpa e muito bonita.
Não esperávamos encontrar um lugar daqueles por ali. 
Tomamos banho de mar e retornamos para os restaurantes para uma "boquinha".


Praia da Ilha do Cardoso 

Perto da 1 da tarde retornamos, passando por uma incrível montanha de conchas (um sambaqui) que dizem, foi "construída" pelos humanos e datada pelo carbono 14 de 8 mil a 5 mil anos antes de Cristo.
Também vimos os botos cinzas que com a maré baixa circundavam o nosso barquinho.




Sambaqui
Retornando para a pousada almoçamos, nos despedimos do Roberto e da Kátia e pegamos a estrada.
Nos despedindo...
O casal Roberto e Kátia
Foram quatro horas de viagem.
Optamos voltar pelo litoral  para evitar a Serra do Cafezal, mas não teve jeito: pegamos um transito muito chato na Manoel da Nóbrega.
De qualquer forma o passeio foi muito  bacana.
Pra quem aprecia as coisas simples da vida é um lugar famtástico.
Bjs e até a próxima.
Obs: O Lagamar Ecohotel tem um blog: lagamarecolodge.wordpress.com

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1 comentários

  1. Beleza de passeio quase doméstico. Gostei de saber que o Mo comprou um terreninho arenoso... kak ka Contra a gravidade ninguém segura....Depois que inclinou... Só vai... pro chão. Serve para contar e para somar experiencia...Bom saber noticias de vocês... beijos!

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