- Nova Zelândia

Dia 15 - Nelson - Fox Glacier

17:03renata novaes

Chegamos na metade de nossa viagem.

Já dá para sentir uma saudadezinha do Brasil.
A primeira saudade é da língua.
Como já dissemos anteriormente, nosso inglês é precário, ou era... Descobrimos neste país que ele é quase inútil.
Só fazemos frases curtas e afirmativas.
Por exemplo, na chegada ao hotel a palavra é "check-in". Da mesma forma na saída do hotel a palavra é "check-out", seguida da ação: colocar a chave do quarto no balcão e imediatamente apresentar o cartão de crédito.
Já tentamos ser mais simpáticos, com um "good morning" ou "good afternoon" mas o que vem em seguida é um monte de sons incompreensíveis (de um lado) seguido de um silêncio constrangedor (de outro) juntamente com um sonoro "sorry".
E olha que eles se esforçam, sempre solícitos e muito simpáticos!
Parece engraçado, mas só para quem está assistindo de longe!

Outra saudade é a comida. Não que eu seja exímia cozinheira, longe disso, mas haja sanduíche!
Mc Donald's, Burger King, Subway, Pizza Hut, Starbucks... Tudo isso com aquele precinho. Por NZ$6 você pode comer uma pizza inteira. Por NZ$4 já experimentamos todos os sanduíches dos postos de gasolina. Já estou até com cara de pão!
Quando paramos realmente para almoçar, normalmente é em um café padrão FIFA, como diz o Lulão. O cardápio é sempre igual: sopa do dia, salada do dia, massa do dia, curry do dia, peixe do dia, fish and chips e hambúrguer. Tudo isso muito condimentado e apimentado.
Não temos sorte nem quando vamos ao mercado: compramos coalhada pensando ser requeijão, pepino doce, nectarina azeda e por aí vai...
Quanto aos preços, um prato para uma pessoa em um café fica em torno de NZ$20. Uma taça de vinho ou cerveja NZ$8. A garrafa de vinho sai por NZ$40.
No mercado o mesmo vinho sai em torno de NZ$8 a NZ$15 e a cerveja NZ$3.
De qualquer forma, tirando o que é ruim, o resto é muito bom.

Estamos ficando em bons hotéis cujas diárias variam entre NZ$100 e NZ$150. Existem opções bem mais baratas como motéis,  albergues, campings e até uma nova modalidade de hospedagem que descobrimos por aqui, o "couchsurfing", gratuita, que na prática significa "surfando no sofá" de alguém!
Quem tiver interesse nesse tipo de hospedagem é só se inscrever no www.cocthsurfing.org.

Na verdade o que encarece a viagem são os passeios e o transporte, não esquecendo que de vez em quando você ainda pode pedir uma carona!

Sobre o dia de hoje...
Saímos em direção a West Coast pela State Highway 6.
A estrada mais uma vez é cênica. Muitas curvas, floresta, rio e mar. 
Desta vez cruzamos com vários motociclistas.
No caminho passamos por Murchison uma localidade que tem como atração o Buller River, onde se pode andar de caiaque ou praticar rafting. Rodamos um bom tempo  lado a lado com esse rio. 
Depois chegamos ao litoral e o mar da Tasmânia já não se escondia em uma baía. Apareceu com muitas pedras, ondas e movimento.
As águas azuis de vários tons se confundiam com o céu.
Mais uma vez uma viagem de contemplação.
Paramos muitas vezes para tirar fotos e apreciar a paisagem.
Almoçamos em Punakaki, na entrada do parque Paparoa. Nesse ponto fizemos um passeio para conhecer umas formações rochosas que ficam junto ao mar. Parece que tudo aquilo já esteve algum dia debaixo da água. É muito bonito. 
Seguimos viagem e no final da tarde chegamos ao Glaciar Frans Josef. Já era 6 da tarde e chovia. Mesmo assim resolvemos fazer a caminhada de uma hora e meia para avistá-lo mais de perto.
Fomos de capacete na cabeça e tudo... 
O maior engodo da viagem!
Chegamos ao ponto de "observação" e parecia que estávamos num campo de guerra. No lugar havia uma montanha de pedras cinzas soltas e uma pontinha quase imperceptível de um branquinho que não podíamos definir o que era.
Voltamos para a moto decepcionados e seguimos para Fox Glaciar.
Quando chegamos ao único motel desta viagem, a recepção estava fechada e havia um bilhetinho  na porta para mim. 
Mesmo assim toquei a campainha e tivemos que solicitar a ajuda da pessoa que nos atendeu para entender o bilhetinho. É duro ser analfabeto!
Esclarecidas as dúvidas trocamos rapidamente de roupa e fomos jantar.
Desta vez nossa comida estava muito boa e agora podemos dormir satisfeitos!
Bjs

Abastecendo para mais um dia de passeios
One line Bridge (as pontes na NZ são para um único carro!)
Nosso caminho








Mar da Tasmânia




Nosso almoço
Entrada do parque Paparoa
Parque Paparoa
Imagens do parque









Ponte sobre o rio de degelo
Águas azuis no rio
Caminho para avistar o glaciar

Quedas de água no caminho para o glaciar
Glaciar ...
Glaciar... Alguém está vendo ele aí?

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2 comentários

  1. Vi uma reportagem a poucos dias sobre o couchsurfing, muitos estrangeiros se utilizando disso para se hospedar aqui. Achei bem interessante.
    Beijos

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  2. hahahahaa.
    Nem com bilhetinho vocês conseguiram?
    Com uma letra renatês deve fica mais dificil ainda né..


    Espero que quando vocês voltarem pro Brasil entrem em um curso de Inglês. Afinal vcs estão de brincation with the good vontade dos neozelandeses!!.

    Lulão???

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